De Charlie Brown à Cebolinha – qual a sua infância?

Confesso que bateu uma invejinha, porque o americano se reconhece na vida de Charlie Brown. Agora para uma criança brasileira (rica ou pobre) o bairro do Limoeiro, arborizado, com praças e ruas, onde o Cascão, o Cebolinha, a Magali e a Mônica brincam, aprontam e caminham, sem perigos ou muros, é uma enorme obra de ficção.

Where are you from?

Quando digo que sou do Brasil recebo sempre um sorriso amigável. Eu realmente não tinha ideia de como o Brasil é popular mundo afora, dizer que é do Brasil te leva instantaneamente a uma posição “cool”, bacana.

Sobre tudo um pouco

Ao contrário do sentimento generalizado de desolação, tenho a teimosia em achar que estamos evoluindo. Apesar dos meninos boiando no Mediterrâneo, apesar dos “gun shooters” norte-americanos, apesar da crise política do Brasil, apesar do caos sangrento do Oriente Médio, apesar da xenofobia europeia e da miséria africana. Sim, gosto de história, e afirmo: a humanidade já viveu dias piores.

A arte em tempos de guerra – Shirin Neshat

Estamos regredindo e isso me assusta! Evidente que a lambança política e o populismo barato, grandes responsáveis por toda a situação caótica que se vive no Brasil, também me enoja e me causa indignação. Contudo, essa indignação não pode ser maior do que a nossa humanidade.

A maternidade em terras estrangeiras

Ainda sim, foi apavorante! Levei ela até lá e senti a sua mãozinha gelada de medo, assim como seus olhos vermelhos. Quando ela desceu do carro, sozinha e carregando todo o material para o primeiro dia, no meio de uma infinidade de adolescentes e rostos desconhecidos, foi difícil eu não chorar!

“Vem cá meu bem, que é bom lhe ver! O mundo anda tão complicado que hoje eu quero fazer, tudo por você…” Renato Russo

O incrível é pegar o metrô, de relógio, aliança e corrente e ler o jornal do dia no Ipad, sem medo de ser feliz. Mas, metrô? Como assim? Isso me lembra o que tanto ouvi da boca de amigos e conhecidos de São Paulo, “ah, meus filhos já andaram de metrô em Londres e Nova Iorque, mas em São Paulo nem pensar….” Hmmm, parece que misturei alhos com bugalhos agora não? Mas será mesmo que a crescente violência e a ausência da classe média “alta” nos metrôs paulistanos são assuntos assim tão díspares?

Vem chegando o…outono!

Estou já há sete meses longe da minha terra brasilis, mas arrisco dizer que foram tantas descobertas que a experiência parece pesar mais que sete anos, quase sete vidas, aliás! Primeiro foi o frio, que pareceu ornar seus dias curtos e cinzentos com todo o pânico das novidades e de todo o funcionamento de umaContinuar lendo “Vem chegando o…outono!”